Os vazios da primeira aula
em 20/07/2012

O que passa pela cabeça de um professor de literatura brasileira numa universidade estrangeira?

O texto da biblioteca virtual do Conexões Itaú Cultural traz ao leitor uma reflexão inédita de Pedro Meira Monteiro, professor de literatura brasileira da Princeton University, sobre o início da aventura em sala de aula. Em A primeira aula, o vazio e a literatura o professor aproveita a experiência de estar diante de uma nova turma para convidar o leitor a “testar, com a imaginação e a experiência, o que o vazio da sala de aula (…) pode gerar de mais interessante”.

Evocando o célebre “O ensaio como forma”, de Theodor Adorno, Monteiro se propõe a (e nos convida a) pensar a aula inaugural de um curso como forma, tendo em mente a situação de ensinar literatura brasileira para alunos que não apenas não estão familiarizados com nosso “cânone”, como permitem que se problematize o próprio cânone, e a idéia de “história literária”.

Este texto é o primeiro capítulo de um livro “por ora imaginário (intitulado, precisamente, A primeira aula)”, que tratará da experiência do autor como professor de literatura brasileira numa universidade estrangeira.

Pedro Meira Monteiro (Videira/SC – 1970) é professor do Departamento de Espanhol e Português da Universidade de Princeton. Autor de Um moralista nos trópicos: o visconde de Cairu e o duque de La Rochefoucauld (2004) e de A queda do aventureiro: aventura, cordialidade e os novos tempos em Raízes do Brasil (1999). Atualmente desenvolve pesquisa sobre Sérgio Buarque de Holanda, Mário de Andrade e Machado de Assis.

Mais sobre Pedro Meira Monteiro:
“Delicate Art – Transparence and Opacity” – Programa em Princeton com autores brasileiros
Estudar a literatura contemporânea: padecer no paraíso?
Segunda edição de colóquio sobre delicadeza nas artes já está na rede
Seminário discute experiência afro-americana

Deixe um comentário

*Campos obrigatórios. Seu e-mail nunca será publicado ou compartilhado.