Três tradutores e a pergunta: como traduzir o intraduzível?
em 21/08/2009

Três tradutores – Aileen El-Kadi, Alison Entrekin e Paulo Henriques Britto, com mediação do professor Waler Costa, conversam sobre importantes aspectos da tradução literária em mesa durante os Encontros de Interrogação 2009 no Instituto Itaú Cultural.

Aileen El-Kadi, Alison Entrekin e Paulo Henriques Britto expõem e discutem soluções práticas e teóricas – e, sobretudo, pessoais – para questões…

que vão da escolha da melhor palavra à realidade do mercado, das negociações entre culturas ao pagamento de direitos autorais. A criatividade exigida pela tradução literária esbarra na criação livre? O quanto pode um tradutor? Ele é, também, um autor? Ao longo da conversa, os três experientes tradutores falam sobre escolhas textuais e responsabilidades de ofício. Sobre as especificidades da tradução poética que, segundo Paulo Henriques Britto, leva ao extremo os problemas típicos da tradução. Recriação ou transcriação? Isomorfia ou paramorfismo? Discutem prioridades e mecanismos concretos para traduzir e avaliar traduções. O que é uma boa tradução, se traduzir é navegar entre o desejável e o possível? Um bom papo, enfim, sobre “a arte de manipular a língua a tal ponto que ela permita ler outra língua”.

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